#ff0000;”>Transformação Digital no varejo de alimentos
A transformação digital é o grande desafio para qualquer empresa e negócio do século XXI. Novas tecnologias e mudança do comportamento do consumidor estão mudando drasticamente a forma que o varejo está se organizando e atendendo seus clientes. É difícil imaginar um supermercado de sucesso nos próximos anos, sem uma gestão de clientes individualizada, com experiência mobile e digital, contando com processos automatizados e apoiados em IoT (inteligência das coisas), conectado numa rede maior de dados, com trocas de informações estratégicas de negócios.
Para que isso aconteça, urge uma transformação digital do varejo de alimentos, que tem como alvo a mudança de processos, da forma das pessoas trabalharem e da arquitetura tecnológica das lojas. A notícia boa é que o varejo de alimentos, por ser regional e presente fisicamente, está em uma posição privilegiada para liderar essa transformação. Diante desse cenário é fundamental uma aproximação dos prestadores de serviços no varejo. O varejista precisa do apoio que signifique um “atalho” na busca do conhecimento e capacitação. Consultores, fornecedores de software e hardware, cientes dessas dificuldades e limitações, devem contar com uma estrutura capaz de atender ao varejista, mantendo a qualidade, a simplicidade e objetividade dos seus produtos e serviços. São diversos os motivos que tornam o varejo de alimentos único, saber disso te coloca a frente de muitos dos seus concorrentes e de diversas pessoas do setor. O varejo alimentar (super, hiper, mercado, mini, conveniência, hortifrutis, entre outros) a cada dia aprofunda o seu conhecimento sobre o consumidor usando a tecnologia para acelerar movimentos estratégicos ligados ao desenvolvimento de produtos em marca própria, reconfiguração de lojas, precificação e potencialização da experiência dos consumidores. Já houve quem apostasse que o varejo alimentar em sua forma clássica assumiria apenas o papel de marketplace físico, operado pela indústria, devido a uma possível perda de relevância para os consumidores.
Os consumidores têm valorizado cada vez mais a experiência de consumo. Eles não valorizam mais apenas os preços, mas tudo aquilo que envolve a compra de alimentos, desde o tempo de espera na fila de pagamento até comodidades como a entrega de compras. Uma das principais tendências dentro do segmento é a conveniência. Por conta do ritmo acelerado em que as pessoas vivem, bem como o acesso a inovações, os consumidores buscam cada vez mais formas de otimizar as compras. Prova disso é a busca cada vez maior por supermercados que entreguem em casa. As pessoas, ao contrário de alguns atrás, já não estão dispostas a gastar muito tempo fazendo as compras de alimentos. Por isso, elas buscam diferentes soluções que possam trazer comodidade para essa tarefa. O uso do troco digital é uma tendência que vai de encontro com essa necessidade. E entre as inovações apresentadas durante o evento que podem ajudar nesse sentido estão:
Redes de varejo alimentar se tornando ominichanel;
Foco nas compras via mobile no varejo online;
Scan Machine que seja capaz de ver o que o cliente tem no carrinho e já calcular o valor da compra;
Reconhecimento de produto sem a necessidade de códigos de barras;
Delivery.
Um entendido no comércio de Portugal, iniciou sua fala dizendo que o varejo brasileiro é muito desenvolvido e está entre os melhores do mundo. “Os varejistas brasileiros são mesmo muito bons no que fazem e é um mercado difícil e competitivo. Portanto, um benchmarking mundial”, além de dizer que as empresas tem investido muito na operação digital,
“O que vemos agora é que o consumidor não tem como ponto de venda só a loja física, pois ele pode comprar e receber seus produtos de diversos meios. Isso traz um desafio muito grande para as operações, a questão da logística, ou seja, o produto certo, no tempo certo e no local certo”
São “os dados cadastrais que apoiam todo o momento da experiência de compra do consumidor, seja no caixa da loja física, no app ou web site. “Portanto, eles têm de ser absolutamente precisos”, e também que a loja física não vai desaparecer, mas já está se transformando em algo mais sensorial
O mercado varejista alimentar é um dos mais dinâmicos que existe e é preciso acompanhar as tendências e inovações.
Google Brasil esteve na Groceryshop, em Las Vegas, evento repleto de tendências disruptivas relacionadas à tecnologia e aos novos modelos de negócio, e que tem tudo para pautar o futuro do setor no Brasil.
Na ocasião foram mostradas novas formas de proporcionar experiência ao consumidor, e foi possível detectar que a última fronteira para a indústria de groceries está no e-commerce, principalmente com as constantes mudanças influenciadas por novos hábitos de consumo. Afinal, como podemos oferecer produtos e experiências que os novos consumidores desejam? É uma das perguntas a serem respondidas neste artigo.
O que ficou claro para é que a revolução do setor depende de todo o ecossistema — o que envolve varejo, indústria, mídia e, claro, o consumidor.
Outras tecnologias mais novas nesse universo também podem fazer a diferença, como o voice shopping, por meio do qual é possível fazer compras no celular ao falar a sua lista de compras.
O uso da IA e do machine learning em scan machines, como vimos na experiência do Sam’s Club, é outra ferramenta que possibilita maior funcionalidade para entregar aos clientes uma experiência sem fricção.
E durante o Groceryshop muitas vezes surgiu a questão: o futuro do setor será de grandes players ou de pequenas marcas locais?
Neste artigo, vimos como a tecnologia pode se aliar à inteligência de mídia para explorar todo o potencial de crescimento que o e-commerce tem hoje, especialmente no Brasil.
Nos learnings para o varejo, vale pensar que não precisamos priorizar apenas a expansão das lojas físicas, mas também oferecer diferentes serviços integrados que facilitem a vida das pessoas, sem deixar de lado o foco na sustentabilidade ao longo da cadeia.