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Interdição programada para amanhã na 381

Interdição programada para amanhã na 381

Interdição programada para amanhã na 381

#333333;”>O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) reagendou para quinta-feira (14), a partir das 16h, a interrupção do trânsito na BR-381, para detonação de rochas. A interdição ocorrerá no lote 7, Km 422, em Caeté, próximo ao restaurante Amigão. A previsão é que o trânsito fique interrompido nos dois sentidos por cerca de 10 minutos.

#333333;”> “O futuro pertence aos que assumem risco, não aos que buscam segurança.
Quanto menos você busca segurança e mais busca oportunidade, mais segurança você terá.” – Brian Tracy

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AGU entrega exames de Bolsonaro ao Supremo

AGU entrega exames de Bolsonaro ao Supremo

AGU entrega exames de Bolsonaro ao Supremo

#333333;”>Segundo Advocacia-Geral da União, laudos confirmam testes negativos

#333333;”>A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ontem (12) que entregou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski os laudos dos exames de covid-19 realizados pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo a AGU, os laudos confirmam que Bolsonaro testou negativo para o novo coronavírus.
Em março, o presidente informou que testou negativo nos dois exames que realizou. Desde então, a partir de uma ação movida pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Justiça de São Paulo vinha determinado que a AGU apresentasse o laudo para comprovar o resultado.
Na sexta-feira (8), o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) que obrigou o governo federal a apresentar à Justiça os exames.
Na decisão, Noronha entendeu que é assegurado ao presidente e a todos os cidadãos a proteção à intimidade. Segunda-feira (11), o jornal recorreu ao STF e o ministro Ricardo Lewandowski foi escolhido relator do caso. Ainda não houve decisão do ministro.

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Infectologista defende testagem e identificação de locais com maior incidência do coronavírus

Infectologista defende testagem e identificação de locais com maior incidência do coronavírus

Infectologista defende testagem e identificação de locais com maior incidência do coronavírus

#333333;”>Medidas possibilitariam tranquilidade para flexibilização de atividades e isolamento social, afirma especialista ipatinguense

#333333;”>Após decisão judicial para fechamento de academias e shopping, além de bares e restaurantes de forma parcial, o médico infectologista Aloísio Bemvindo avaliou o que seria prudente ser feito.
Para ele, o correto seria a testagem do maior número de pessoas possível e uma triagem para avaliar a incidência por bairro e cidades.
Ele observa que, de um modo geral, ambientes fechados propiciam que a circulação de um vírus ocorra mais facilmente.
“Muita gente junta é sinônimo de mais chance de espalhar a doença.
Mas o maior problema, em minha opinião, é a educação, ou a falta dela. Muitos não obedecem, não há disciplina em relação ao isolamento social e quanto ao uso da máscara. Se você for à rua e encontrar com 50 pessoas, 20 delas estarão sem essa proteção.
O pessoal pensa que só o vizinho vai pegar a doença. E isso não ocorre apenas aqui.
Em São Paulo a taxa de isolamento cai a cada dia, em Belo Horizonte o prefeito Alexandre Kalil já falou em lockdown, caso os munícipes não cooperem”, destaca.
Na opinião do médico, o correto seria esperar até que se faça mais testes, até que se tenha noção de quantas pessoas são portadoras do vírus ou que já foram infectadas. Somente a partir daí seria possível se falar em flexibilização.
“Enquanto não houver uma triagem efetiva, não acredito ser possível falar nisso. Precisamos saber a incidência do vírus por bairro, cidades – principalmente no caso do Vale do Aço, onde todos estamos interligados -, para tomar alguma atitude mais correta.
Graças a Deus temos uma incidência pequena de pessoas contaminadas e nenhuma com morte comprovada por covid, mas não podemos pagar para ver. Países como Alemanha e China estão vivendo novos casos de coronavírus, e isso é preocupante e uma situação que devemos evitar”, avalia.
Novo Diante de um vírus que é novidade em todo o mundo, o infectologista lembra que ninguém é especialista em coronavírus e a cautela é necessária. “Eu tenho 50 anos de medicina, já passei por várias epidemias, como a de meningite meningocócica.
Mas agora não sabemos nada ao certo e isso não é vergonha. A minha conclusão é que esse vírus veio mostrar o quão pequenos somos. Gostaria de saber dos cientistas que não acreditam em Deus o que pensam sobre essa situação.
Um vírus perceptível apenas à lente de um microscópio, mas que tem causado todo esse estrago”, salienta. Testagem No estado foram testados 16,7% dos casos suspeitos de coronavírus notificados à Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Dados da pasta apontam que entre 12 de março e 6 de maio, foram realizados 15.313 exames para detecção da covid-19, enquanto o número de suspeitas era de 91.618. Tais dados foram veiculados pelo portal o tempo.
Na segunda-feira (11), a quantidade de possíveis infecções notificadas ultrapassou 100 mil no estado, conforme boletim diário divulgado pelo governo de Minas. O número de casos suspeitos de coronavírus aumentou por dia em Minas Gerais, na última semana até o domingo (10), em 2.076.
A quantidade é quase dez vezes menor do que a média diária de testes aplicados no estado, que foi de 277 nos 55 dias em que foram realizados exames, entre 12 de março e o último dia 6. Em relação ao tamanho da população do estado, que é de 20,87 milhões de pessoas, a testagem alcança apenas 0,0007% dos mineiros. Estabelecimentos fechados adotaram medidas previstas em decreto Apesar das medidas adotadas por bares, restaurantes, academias e shopping, como distanciamento de mesas, equipamentos e obrigatoriedade do uso de máscaras e álcool em gel, o entendimento do Ministério Público, em Ação Civil Pública, e aceita pela Justiça, é de que o decreto de flexibilização está em desacordo com a Deliberação 17 do Comitê Extraordinário Estadual Covid-19.
Em Ipatinga, o prefeito Nardyello Rocha fez um pronunciamento em que confirmou que o município vai recorrer da decisão liminar.

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Ministério da Saúde confirma: Brasil tem 881 mortes por covid registradas em 24h e chega a 12,4 mil

Ministério da Saúde confirma: Brasil tem 881 mortes por covid registradas em 24h e chega a 12,4 mil

Ministério da Saúde confirma: Brasil tem 881 mortes por covid registradas em 24h e chega a 12,4 mil

#333333;”>País bate recorde de novos registros de mortes por covid-19 em um dia

#333333;”>O Brasil teve 881 novos registrados de mortes nas últimas 24h e chegou a 12,4 mil. O resultado representou um aumento de 7,6% em relação a ontem, quando foram contabilizados 11.519 falecimentos pela covid-19.
O balanço diário foi divulgado no início da noite de hoje (12) pelo Ministério da Saúde. Já os novos casos confirmados foram 9.258, totalizando 177.589. O resultado marcou um acréscimo de 5,4% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 168.331.
Do total de casos confirmados, 92.593 (52,1%) estão em acompanhamento e 72.597 (40,9%) foram recuperados. Há ainda 2.050 mortes em investigação. São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (3.949). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (1.928), Ceará (1.280), Pernambuco (1.157) e Amazonas (1.098). Além disso, foram registradas mortes no Pará (864), Maranhão (423), Bahia (225), Espírito Santo (212), Paraíba (154), Alagoas (150), Minas Gerais (127), Paraná (113), Rio Grande do Sul (111), Rio Grande do Norte (93), Amapá (86), Santa Catarina (73), Goiás (52), Acre (51), Rondônia (50), Piauí (49), Distrito Federal (46), Sergipe (37), Roraima (50), Mato Grosso (19), Tocantins (14) e Mato Grosso do Sul (11).
Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o secretário-substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, apresentou a nova plataforma de disponibilização de dados sobre a pandemia.
O site continuou disponibilizando dados atualizados diariamente de casos confirmados, mortes e a letalidade (número de falecimentos por pessoas infectadas). As informações são detalhadas por região e por estado. Foram adicionadas novas informações, como o número de recuperados e a mortalidade.
Os recuperados passaram a ser informados diariamente desde a troca no comando do Ministério da Saúde.
Na plataforma, são publicados também dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), grupo de infecção onde a covid-19 se insere. Contudo, deixaram de ser atualizados diariamente os números totais de hospitalizados por SRAG, hospitalizados com covid-19 e hospitalizados com SRAG em investigação.
Primeiros casos Eduardo Macário informou que há 39 casos identificados no sistema de informação nacional antes do primeiro dia, 26 de fevereiro.
O Ministério da Saúde pediu para que secretarias estaduais façam investigação mais detalhada para analisar como se deram esses casos e transmissão.
“No Sivep gripe temos mais de 100 mil casos nesses primeiros quatro meses.
Queremos entender melhor, [para saber] se trata-se de erros de digitação. Para nos certificarmos que se tratam de casos, precisamos da contribuição das secretarias estaduais e municipais”, disse o secretário. Profissionais de saúde
A secretária de gestão do trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Ribeiro, anunciou que a pasta começará um levantamento dos profissionais de saúde contaminados e mortos em razão da covid-19. A equipe do ministério comentou que pretende lançar um boletim epidemiológico com o detalhamento sobre a situação desses profissionais.
Até o momento, há 884 trabalhadores da área registrados no sistema como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 276 hospitalizados. Ela informou que o programa de recrutamento de trabalhadores de saúde Brasil Conta Comigo já cadastrou 931 mil pessoas. Deste total, 431 mil já se dispuseram a atuar em estados e cidades que tenham esta demanda.
O primeiro município a solicitar auxílio foi Manaus, para onde foram enviados 377 profissionais.
Mayra informou que começou a ser disponibilizado para os profissionais um apoio psicológico. Entre os trabalhadores enviados a Manaus, em 6% já foram encontradas situações de ansiedade e depressão.
“Temos que ter cuidado com nossos profissionais para que estejam aptos a enfrentar a pandemia. Eles precisam de mais suporte emocional para continuar atuando”, observou a secretária.
A secretária respondeu a questionamentos sobre o atraso no pagamento das bolsas de residência médica, realizado hoje por entidades que reúnem esses pesquisadores.
Ela informou que atualmente há 22 mil residências.
Ela justificou afirmando que as bolsas são devolvidas quando há inconsistências nos dados bancários.
Nesta situação, o Ministério da Saúde entra em conato com instituição de ensino ou residente. “Como os sistemas de pagamento abrem uma vez, quando recebemos a correção esperamos até que o sistema abra para poder reincluí-los”, respondeu Mayra Ribeiro.

#333333;”> “O futuro pertence aos que assumem risco, não aos que buscam segurança.
Quanto menos você busca segurança e mais busca oportunidade, mais segurança você terá.” – Brian Tracy

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Bolsonaro anuncia academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais

Bolsonaro anuncia academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais

Bolsonaro anuncia academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais

#333333;”>Ministério da Saúde não foi consultado, pois segundo o ministro, ‘a decisão de atividades essenciais é feita pelo Ministério da Economia’

#333333;”>O presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite de segunda-feira (11), que assinou um decreto para incluir academias, salões de beleza e barbearias na lista de serviços essenciais.
A intenção é que estas categorias sejam preservadas em decretos de restrição de circulação de governadores e prefeitos. Na semana passada, o presidente já tinha incluído construção civil e atividades industriais na lista.
“Saúde é vida. Academias, salões de beleza e barbearias foram incluídas em atividades essenciais. Isso aí é higiene, é vida”, disse o presidente, ao retornar para o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira.
O presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite de segunda-feira (11), que assinou um decreto para incluir academias, salões de beleza e barbearias na lista de serviços essenciais. A intenção é que estas categorias sejam preservadas em decretos de restrição de circulação de governadores e prefeitos.
Na semana passada, o presidente já tinha incluído construção civil e atividades industriais na lista. “Saúde é vida. Academias, salões de beleza e barbearias foram incluídas em atividades essenciais. Isso aí é higiene, é vida”, disse o presidente, ao retornar para o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira.
O presidente afirmou que o combate ao coronavírus precisa ocorrer “paralelamente” à questão do emprego. “Vou repetir. Questão da vida do vírus tem que ser tratado paralelamente com o emprego”, disse. O presidente voltou a defender o isolamento vertical (apenas grupos de risco ficariam confinados), o que restringiria a circulação apenas de pessoas em grupos de risco, como idosos e portadores de outras doenças como cardiopatias e diabetes.
Ele negou que os decretos sobre atividades essenciais sejam uma tentativa de burlar as decisões de governadores e prefeitos sobre distanciamento social. “Eu não burlo nada, saúde é vida”, disse o presidente, afirmando ainda que “desemprego mata”.
A decisão do presidente, entretanto, prenuncia uma nova batalha no judiciário, pois governadores e prefeitos têm respaldo em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, para adotar as medidas sanitárias que os comitês locais de crise entenderem como necessárias.
Ministério da Saúde não foi consultado O ministro da Saúde, Nelson Teich, comentou durante entrevista na segunda-feira (11), que a decisão do presidente Jair Bolsonaro, em incluir academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como serviços considerados essenciais, que não podem ser fechados durante a pandemia de novo coronavírus não passou pelo Ministério da Saúde: “Decidiu isso quando?”, respondeu Teich, quando perguntado sobre o assunto.
“Isso é atribuição do presidente”, concluiu. “A decisão de atividades essenciais é feita pelo Ministério da Economia”, afirmou em coletiva de imprensa. Teich não sabia da decisão do presidente e foi informado pelos jornalistas que o presidente Bolsonaro havia publicado a mudança em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Questionado sobre a necessidade ou não de que a Saúde seja consultada ao expandir o leque de atividades consideradas como essenciais, o ministro Teich disse: “Onde o Ministério da Saúde pode e deve ajudar é no desenho dos fluxos de como devem acontecer. A decisão de ser essencial ou não é da economia.
A gente participa desenhando uma forma de fazer que proteja as pessoas”. Já publicado: Ministério da Saúde atualiza dados da pandemia: Brasil tem 168 mil casos confirmados e 11,5 mil mortes Ida surpresa ao STF Na semana passada, Bolsonaro se reuniu com um grupo de empresários e teve uma reunião marcada de última hora com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, onde pediu a reabertura do comércio e volta à normalidade no país. A iniciativa teve como motivação uma decisão do STF segundo a qual prefeitos e governadores têm respaldo para adotar medidas sanitárias condizentes com cada localidade, independentemente da decisão federal. Entre as razões citadas pelo presidente estão novamente as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos.
O ministro, por sua vez, cobrou da União maior coordenação com estados e municípios. Marco Polo de Mello Lopes, diretor da Aço Brasil, representou o grupo empresarial no encontro. Antes da ida a pé até o Supremo, Mello Lopes e outros diretores de indústrias de diversos setores do país estavam reunidos com Bolsonaro no Palácio do Planalto. No apelo, o presidente pediu que o Brasil “voltasse à normalidade” e alertou que se o país mergulhasse em uma possível crise economia “dificilmente sairia dela”. Bolsonaro e Guedes chegaram a falar em “virarmos uma Venezuela” e que, para o presidente, mais valioso do que a vida era a liberdade.
O presidente voltou a apontar que as medidas restritivas de governadores e prefeitos seriam as culpadas por essa situação em que a indústria brasileira se encontra.
As manifestações diretas feitas pelos membros do grupo empresarial destacaram que a má situação da indústria brasileira que, segundo eles, estaria “na UTI” durante a pandemia. Mello Lopes pediu a Toffoli que a “roda” da Economia voltasse à rodar, caso contrário poderia haver a “morte de CPNJs”.
O presidente do Supremo agradeceu à explanação e sugeriu a possibilidade de criação de um comitê de crise, unindo federação e empresariado, que possa coordenar uma saída do isolamento social. Toffoli também cobrou de Bolsonaro uma coordenação maior com os estados e municípios, com que o presidente tem tensionado sua relação desde o início da crise da Covid-19. O líder do Judiciário também ressaltou que o Supremo observou a Constituição em suas decisões.
O presidente afirmou que o combate ao coronavírus precisa ocorrer “paralelamente” à questão do emprego. “Vou repetir. Questão da vida do vírus tem que ser tratado paralelamente com o emprego”, disse.
O presidente voltou a defender o isolamento vertical (apenas grupos de risco ficariam confinados), o que restringiria a circulação apenas de pessoas em grupos de risco, como idosos e portadores de outras doenças como cardiopatias e diabetes. Ele negou que os decretos sobre atividades essenciais sejam uma tentativa de burlar as decisões de governadores e prefeitos sobre distanciamento social. “Eu não burlo nada, saúde é vida”, disse o presidente, afirmando ainda que “desemprego mata”.
A decisão do presidente, entretanto, prenuncia uma nova batalha no judiciário, pois governadores e prefeitos têm respaldo em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, para adotar as medidas sanitárias que os comitês locais de crise entenderem como necessárias. Ministério da Saúde não foi consultado O ministro da Saúde, Nelson Teich, comentou durante entrevista na segunda-feira (11), que a decisão do presidente Jair Bolsonaro, em incluir academias de ginástica, salões de beleza e barbearias como serviços considerados essenciais, que não podem ser fechados durante a pandemia de novo coronavírus não passou pelo Ministério da Saúde: “Decidiu isso quando?”, respondeu Teich, quando perguntado sobre o assunto. “Isso é atribuição do presidente”, concluiu. “A decisão de atividades essenciais é feita pelo Ministério da Economia”, afirmou em coletiva de imprensa.
Teich não sabia da decisão do presidente e foi informado pelos jornalistas que o presidente Bolsonaro havia publicado a mudança em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Questionado sobre a necessidade ou não de que a Saúde seja consultada ao expandir o leque de atividades consideradas como essenciais, o ministro Teich disse: “Onde o Ministério da Saúde pode e deve ajudar é no desenho dos fluxos de como devem acontecer. A decisão de ser essencial ou não é da economia. A gente participa desenhando uma forma de fazer que proteja as pessoas”. Já publicado: Ministério da Saúde atualiza dados da pandemia: Brasil tem 168 mil casos confirmados e 11,5 mil mortes Ida surpresa ao STF
Na semana passada, Bolsonaro se reuniu com um grupo de empresários e teve uma reunião marcada de última hora com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, onde pediu a reabertura do comércio e volta à normalidade no país.
A iniciativa teve como motivação uma decisão do STF segundo a qual prefeitos e governadores têm respaldo para adotar medidas sanitárias condizentes com cada localidade, independentemente da decisão federal. Entre as razões citadas pelo presidente estão novamente as medidas restritivas adotadas por governadores e prefeitos. O ministro, por sua vez, cobrou da União maior coordenação com estados e municípios. Marco Polo de Mello Lopes, diretor da Aço Brasil, representou o grupo empresarial no encontro. Antes da ida a pé até o Supremo, Mello Lopes e outros diretores de indústrias de diversos setores do país estavam reunidos com Bolsonaro no Palácio do Planalto. No apelo, o presidente pediu que o Brasil “voltasse à normalidade” e alertou que se o país mergulhasse em uma possível crise economia “dificilmente sairia dela”. Bolsonaro e Guedes chegaram a falar em “virarmos uma Venezuela” e que, para o presidente, mais valioso do que a vida era a liberdade.
O presidente voltou a apontar que as medidas restritivas de governadores e prefeitos seriam as culpadas por essa situação em que a indústria brasileira se encontra. As manifestações diretas feitas pelos membros do grupo empresarial destacaram que a má situação da indústria brasileira que, segundo eles, estaria “na UTI” durante a pandemia. Mello Lopes pediu a Toffoli que a “roda” da Economia voltasse à rodar, caso contrário poderia haver a “morte de CPNJs”.
O presidente do Supremo agradeceu à explanação e sugeriu a possibilidade de criação de um comitê de crise, unindo federação e empresariado, que possa coordenar uma saída do isolamento social. Toffoli também cobrou de Bolsonaro uma coordenação maior com os estados e municípios, com que o presidente tem tensionado sua relação desde o início da crise da Covid-19. O líder do Judiciário também ressaltou que o Supremo observou a Constituição em suas decisões.

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