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Moradores de rua são recebidos em festividade natalina

Moradores de rua são recebidos em festividade natalina

Ação, promovida na Igreja São Miguel, no Veneza, conta com serviços diversos e ceia

Ajudar ao próximo e levar alegria. Com esse pensamento, voluntários e integrantes da Pastoral de Rua da Igreja São Miguel, do bairro Veneza I, em Ipatinga, promovem neste sábado (21) um dia especial para os moradores em situação de rua. O padre Eugênio Ferreira de Lima, que está no Vale do Aço há dois anos, explica que a ideia surgiu dentro de uma proposta da igreja, relacionada ao Dia Mundial dos Pobres, e muitos aderiram à ideia. Naquele ano, não foi possível programar nada no dia específico, mas sim na antevéspera do Natal, com festejos para as pessoas que habitam as ruas. Eles foram acolhidos desde a parte da manhã, com serviços de cabeleireiro, manicure e atendimentos médicos, além de sorteio de presentes. “Nesse ano fizemos a Páscoa, uma semana depois da data, e foi um pouco mais elaborada, com serviços ampliados e distribuição de ovos de chocolate para todos. Fizemos também café da manhã, almoço, a missa e encerrando com a ceia. Agora, chegaremos à terceira edição de uma festa de comemoração com os moradores de rua. Nosso objetivo, e que quem sabe no próximo ano isso aconteça, é que não seja apenas em dias específicos, mas que tenhamos um centro para acolher esses irmãos”, vislumbra Eugênio. O padre acrescenta que o morador de rua não é bandido, apesar do preconceito de muitas pessoas. “Pode ser que tenha, mas isso ocorre em todos os lugares. São pessoas que estão temporariamente na rua, por desemprego ou desajuste familiar, além dos que estão por opção e isso deve ser respeitado. Não devemos virar as costas, negar o essencial para eles, que é um pouco de dignidade e vejo que falta isso. Nosso projeto é de ter um espaço onde possam vir, lavar a sua roupa, tomar um banho, ter uma refeição com dignidade para não ficar apenas nessas datas. Sabemos que dezembro é um mês que mexe mais com as pessoas e brinco que a gente fica mais solidário, quem dera fosse assim todos os dias. Mas já é alguma coisa”, pondera. O religioso pontua que um tratamento especial é dispensado a eles, com distribuição de um kit com roupa, itens de higiene, dentre outros artigos. “Temos uma parceria com a escola ao lado aqui da igreja, que nos cede espaço, e instalamos chuveiros com o auxílio da comunidade Cordeiro de Deus. Eles podem tomar banho e depois usufruir dos serviços disponíveis. Quem quiser, permanece por toda a programação. Esse ano teremos a parte musical, inclusive com espaço para que cantem. Será um dia de convivência e sonhamos que não seja só esse dia. O povo ajuda, o povo é bom quando motivado. Se sobrar algo, repartimos com a sociedade São Vicente. As coisas vão acontecendo, temos até panetone para cada um deles”, adianta. Convite A paróquia cede recursos para o ônibus e o pessoal da Pastoral de Rua sai e convida os moradores de rua para participarem. “Igual ao evangelho ‘sai e junta todo mundo’, o que não pode é ficar vazio. É um trabalho muito bonito, vale a pena ver que as pessoas são boas e o que bem está vencendo. Promovemos no sábado porque no dia de Natal seria difícil contar com voluntários. Assim como na Páscoa, fazemos num dia diferente, para que quem tenha viajado regresse. Contamos com o pessoal da pastoral, que leva alimentação e o carinho, porque não adianta só chegar e jogar uma marmita, mas também escutar e isso eles fazem muito bem”, salienta. Eugênio de Lima frisa que outras igrejas também realizam ações como essa. “Seria bom se um dia conseguíssemos juntar todos, independentemente da corrente religiosa, porque juntos somos mais fortes. Sabemos que a prefeitura também faz um trabalho social, mas às vezes o morador de rua é arredio. Mas temos de entender que alguns estão ali por opção, mas muitos por necessidade, por terem perdido a parte material, o que também pode incluir a dignidade. Se a pessoa está com fome, tenho que ajudar, como cristão temos de socorrer a necessidade imediata do irmão, seja de um abraço ou de um prato de comida, não dá pra discutir se ele deveria estar ali ou tralhando. Às vezes ele precisa de um banho, de um cuidado com os pés. Sabemos que é pouco, mas é melhor o pouco que nada”, ensina. (Repórter – Bruna Lage).

Fonte:Diario do Aço

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