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Mamãe Noel leva amor e esperança no dia de Natal

Mamãe Noel leva amor e esperança no dia de Natal

Regina Guerra exerce a função há 27 anos e não pretende parar tão cedo

No dia 25 de dezembro, Regina Guerra veste a roupa vermelha, apanha o saco com presentes, donativos e amor, com uma missão: levar a alegria àqueles que mais precisam. Aos 54 anos de idade, ela exerce a função de Mamãe Noel há 27 e afirma: irá continuar o trabalho enquanto tiver saúde. Regina percorre, durante o Natal, locais distantes e zonas periféricas, levando alegria e um pouco do que ela considera como sendo o espírito natalino. A história da empresária como Mamãe Noel começou na juventude. Ela estava na faculdade, quando uma amiga que trabalhava numa empresa de Coronel Fabriciano pediu, a intermédio do chefe, que conseguisse alguém que não fosse o Papai Noel, e essa pessoa levaria presentes e cestas para as famílias dos funcionários, além de brinquedos para as crianças. “Ela me ligou e eu pedi um tempo, conversei com meus pais, que me disseram para ir, porque doar um pouco para quem precisa não tem preço. No dia 24 de dezembro nós fomos à casa de cada funcionário. Para mim foi muito impactante, porque era a primeira vez. Na hora que descia do carro, as crianças vinham numa ansiedade de querer encostar para ver se era verdade e queriam conversar, perguntar coisas inusitadas. Uma dessas ficou na minha cabeça: ‘cadê o papai Noel?’ Graças a Deus tive um resposta rápida e disse que ele estava dormindo para sair mais tarde e todos eles ficaram satisfeitos”, recorda. Desde então, ela não parou mais. Anualmente, vai aos locais que outros não enxergam e ninguém aparece para ajudar. “É lá que eu gosto de ir. Debaixo de ponte, no alto do morro, na periferia sem estrada. Às vezes tem uns casebres, eu vou. Em alguns locais eles já me aguardam, e com o passar do tempo essas crianças crescem. Me chamou a atenção, uma determinada vez, que debaixo da ponte do Iguaçu para o Cidade Nobre havia uma casa simples. Eu sempre parava lá e, ao longo dos anos, o menino a quem eu presenteava cresceu. Então, a mãe e ele disseram que não precisavam mais do presente e da cesta básica, pois imaginaram que outras crianças iriam precisar mais. Eu sempre levo roupas, sapatos, alimentos, se tiver, até colchão e armário eu levo. Essas doações eu consigo por meio de campanha na igreja, e as pessoas que conhecem e sabem que eu faço deixam lá em casa também”, explica. Espírito de Natal Para Regina, é importante ver que se pode fazer um pouquinho pelo semelhante. “Natal pra mim é isso, paz no coração e poder fazer, porque não consigo passar essa data sem fazer o bem. É difícil ver tanta coisa triste por aí, mas também presencio cenas maravilhosas. No alto do Esperança, certa vez, fiquei impressionada com tanta pobreza. No fim de uma rua havia uma menina com o pai, eu me agachei pra ficar na altura dela e abri os braços. Ela queria vir e o pai dizendo não. Por fim, ela veio e a perguntei se queria um presente. Entreguei e ela me perguntou: ‘Quanto é, Mamãe Noel?’ Eu disse que era um presente e ela respondeu que me amava. Um nó na garganta veio na hora, mas sempre peço a Deus pra não me deixar fraquejar e não chorar”, conta emocionada. Em outro ano ela recebeu seis bonecos de ação, desses que os meninos gostam muito. Separou de dois em dois para entregar a mais crianças. “Enfiei a mão no saco e entreguei para um garotinho. Ele abriu e começou a gritar e chorar. Perguntei a ele o que foi, e ele me respondeu que no dia anterior estava na casa da avó e viu uma estrela cadente. Ela disse para fazer um pedido, que seria atendido. O menino ficou enlouquecido. Pude ser um instrumento de Deus para fazer a alegria daquela criança. São muitas histórias maravilhosas”, pontua. Sentido Questionada se o Natal está mais vivo em ações e momentos como esses, Regina é categórica. Para ela, encontra-se mais sentido na vida quando se trabalha pelo próximo, percebendo que há coisas piores do que aquelas das quais você reclama. “No ano seguinte ao início de tudo, eu não enrolava os presentes, abri o saco e peguei o maior carrinho para um menino. Ele falou que não queria aquele e pegou o menorzinho, de plástico. O que tirei disso? Nem sempre a felicidade está numa coisa muito bonita e grande, e num brinquedo pequeno ele achou a felicidade. E então, o que me encanta é tirar de todos esses anos, a experiência que eu tiro. Quando chega dia 25 à noite eu estou morta, mas me enfio debaixo do chuveiro, choro, choro e saio renovada. Natal não é comilança, encher os outros de presentes, não é isso. Por isso que tem gente que não gosta da data, porque cria um vazio por dentro. Procura um sentido para ver e não acha. Então é isso, é você ajudar as pessoas a ter um Natal pelo menos digno”, conclui. Doações Quem puder e tiver interesse em doar roupas, faça contato com Regina pelo número 99361-2068 ou vá à a rua Ficus, 25, no Horto, para entregar as doações.

Fonte:Diario do Aço

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