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Conforme dados fornecidos pelo geógrafo William Passos, Ipatinga cumpre a função de capital regional

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou a metropolização em torno da concentração urbana surgida ao redor da Usiminas, identificando Ipatinga como a grande capital regional.
Por meio do Observatório das Metropolizações, o geógrafo William Passos, colunista de opinião do Diário do Aço, explica que as concentrações urbanas foram agrupadas pelo IBGE em arranjos populacionais, que consistem na área geográfica de expansão urbana, de influência regional e de atração das maiores cidades, onde ocorrem intensos deslocamentos para trabalho e estudo todos os dias.
Divulgado no dia 25 de junho, o estudo Região de Influência das Cidades (Regic) 2018, do IBGE, atualizou a hierarquia urbana brasileira, elevando de 12 para 15 o número de metrópoles do país.
A novidade do estudo foi a elevação de Campinas, Florianópolis e Vitória à condição de metrópoles brasileiras, junto a São Paulo (Grande Metrópole Nacional), Brasília (Metrópole Nacional), Rio de Janeiro (Metrópole Nacional), Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador e Manaus.
Com isso, São Paulo se torna o primeiro estado brasileiro com duas metrópoles. Entre as capitais regionais, são 32 novas concentrações urbanas nessa categoria, totalizando 97.
São Paulo foi o estado que apresentou o maior número absoluto, passando de 12 para 20 capitais regionais, número que sobe para 26 quando se considera as capitais regionais sob influência da capital paulista, inclusive em outros estados. Vale do Aço William Passos explica que, no caso do Vale do Aço, a metropolização está localizada em torno do Arranjo Populacional de Ipatinga, que reúne dez municípios. “No Regic anterior, de 2007, o IBGE havia identificado áreas de concentração de população. O Vale do Aço organizava-se em torno da área chamada Ipatinga-Timóteo-Coronel Fabriciano, para destacar a conurbação, isto é, a união das três cidades como se fossem uma só.
Mas agora, no Regic 2018, o IBGE substituiu a classificação Área de Concentração de População por Arranjos Populacionais”, detalha o geógrafo. Tal alteração ocorreu para destacar que o que une as cidades, muito mais do que os ajuntamentos urbanos, são os movimentos de população de todos os dias para trabalhar e estudar, principalmente, mas também para consumir e para participar de atividades culturais, de lazer e esportivas.
“Assim, é possível ter cidades unidas, mesmo com vazios ou áreas rurais no meio delas. No caso do Vale do Aço, o Arranjo Populacional de Ipatinga reúne dez municípios, que concentram 565 mil habitantes: além de Ipatinga, que Ipatinga cumpre a função de Capital Regional do Vale do Aço, fazem parte desse conjunto Belo Oriente, Bugre, Coronel Fabriciano, Ipaba, Jaguaraçu, Marliéria, Naque, Santana do Paraíso e Timóteo”, conclui.
Estudo aponta importância da região O Diário do Aço tem divulgado, ao longo dos últimos meses, entrevistas com o geógrafo William Passos, que estuda a metropolização do interior do Brasil e tem identificado tais processos, especialmente aqueles ligados ao que classifica como “minerodependência”.
O termo é explicado por ele como dependência das atividades de extração e de transformação mineral, como é o caso da siderurgia, que transforma carvão mineral e minério de ferro, entre outros produtos, em aço.
Em matéria veiculada no dia 26 de maio de 2019, William apontou o Vale do Aço como única e mais importante metropolização do interior, na região Sudeste, fora do Estado de São Paulo.
Em um artigo escrito por ele foi apresentada uma comparação entre os mercados de trabalho do Vale do Aço e da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, que identifica como a segunda principal metropolização de interior, não paulista, do Sudeste.
Sua decisão por estudar o tema partiu da constatação de que essas duas regiões são as únicas, fora de São Paulo. “Percebi que o Vale do Aço e a Bacia de Campos são contrapontos em tornos econômicos, urbanos, históricos, geográficos e territoriais. A produção econômica nessa região de Minas é dentro do território. Já na Bacia é em alto-mar”, destacou à época.

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