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O benefício #1 do desemprego

Escrevi várias vezes sobre quando voltei para casa após a Guerra do Vietnã e
tinha que decidir se seguiria os passos do meu pai rico ou do meu pai pobre.
Eu tinha em torno de 25 anos na época, e meus pais estavam na faixa dos 50
anos.
Meu pai pobre tinha acabado de ser derrotado como candidato do Partido
Republicano ao governo do Havaí. Como ele havia concorrido contra seu chefe
— o governador em exercício —, meu pai foi informado que nunca mais
trabalharia para o Estado. Dessa forma, ele estava desempregado e sem
trabalho aos 50 anos. O problema era que tudo que ele sabia se resumia ao
mundo da educação — o mundo acadêmico.
Vendo meu pai sentado no sofá assistindo TV, desempregado, fumando e
recebendo seus benefícios governamentais, eu sabia que havia algo
terrivelmente errado em seu modo de vida — e em seus conselhos.
Os tempos mudaram, mas os conselhos dele não.
Acredito que ao ver meu pai em 1974 eu estava vendo o futuro.
Hoje, milhões de pessoas estão na mesma situação que meu pai pobre. Muitas
são pessoas com boa formação e trabalhadoras, mas estão ficando para trás
em vez de progredir durante esta crise.
Por quê? É simples…
Elas ficam para trás porque trabalham por dinheiro e economizam.
Estado atual do desemprego
O desemprego crônico causa distúrbios sociais que podem levar à revolução.
O governo dos EUA compartilha preocupações semelhantes e gastou bilhões
para pagar pessoas que não podem trabalhar devido à pandemia do
coronavírus. Eles estão fazendo o que acham que é a coisa certa, mas
infelizmente não é a coisa certa.
Muito tem sido feito nas últimas semanas sobre a queda constante da taxa de
desemprego.
Os últimos números, de maio deste ano, mostraram que a economia dos EUA
ganhou 2,5 milhões de empregos. Foi uma grande surpresa, pois o coronavírus
fechou muitas empresas em março e abril. O relatório também revelou que a
taxa de desemprego nos EUA caiu para 13,3%. O número representa o maior
aumento mensal desde a década de 1930.
Enquanto muitos comemoram que o mercado de trabalho aparentemente está
indo na direção certa desde o início da pandemia, a realidade é que os
números podem enganar. Apesar dos relatos otimistas sobre o desemprego, a
realidade é que, para uma importante população demográfica nos EUA, o
desemprego é o mais alto de todos os tempos.
Para aqueles entre 18 e 24 anos, a taxa de desemprego é de 27,4%. A próxima
taxa mais alta de desemprego abrange as pessoas mais velhas, com 65 anos
ou mais, que enfrentam uma taxa de desemprego de 15,6%.
Em um ano eleitoral, a retórica a respeito da economia “melhorando” e “se
recuperando” apenas ganhará força. Poderia ser tentador tomar um Ki-Suco e
fingir que tudo ficará bem. Mas receio que tempos difíceis ainda estejam por
vir.
Nossos gastos ainda estão fora de controle…
O mercado imobiliário ainda está fraco e está ficando mais fraco…
O Fed ainda está imprimindo dinheiro…
Ainda estamos enfrentando uma avalanche de dívidas de passivos não
financiados no Seguro Social e no Medicare…
Muitas pessoas não têm emprego ou não têm dinheiro suficiente para se
aposentar…
E o pior de tudo? Muitas pessoas não estão fazendo nada produtivo com esse
tempo livre!
As escolas não criam empreendedores
As escolas são projetadas para criar empregados. É por isso que as pessoas
dizem: “Estude para conseguir um bom emprego”. A maioria dos estudantes,
mesmo os graduados em programas de MBA, se tornam funcionários, não
empreendedores. Milhões de estudantes saem da faculdade a cada ano
sobrecarregados com enormes dívidas de empréstimos estudantis, incapazes
de encontrar emprego.
Hoje, muitas pessoas — jovens e não tão jovens — procuram emprego ou têm
medo de perder o emprego.
Precisamos de mais empreendedores que possam criar negócios e gerar
empregos, em vez de um interminável moinho de funcionários procurando
outros para guiá-los.
A economia vai retomar o crescimento, mas não será a mesma economia.
A velha economia da Era Industrial está morrendo e uma nova economia, da
Era da Informação, está emergindo. As regras dessa nova economia, uma
economia internacional, não serão as mesmas. E as velhas ideias da Era
Industrial — segurança no trabalho ao longo da vida, aposentadorias,
benefícios e sindicatos — não serão capazes de sobreviver em nossa nova Era
da Informação.
Muitas das empresas que atualmente estão na lista da “Fortune 500”, que
nasceram na Era Industrial, desaparecerão. As empresas da “Fortune 500” de
amanhã vão emergir desta crise, lideradas por uma nova era do
empreendedorismo e uma nova classe de empreendedores.
O empreendedorismo pode parecer impossível, mas eu sou a prova viva de
que ele é uma possibilidade real para qualquer um.
Certamente não nasci com o dom natural de ser um empreendedor. Eu tive que
ser treinado. Meu pai rico me guiou através de um processo que me fez
começar como empregado para eventualmente me tornar um empreendedor.
Para mim, não foi um processo fácil.
Havia muito que desaprender antes de começar a entender as lições que ele
estava tentando me ensinar.
Empreendedorismo é mais do que apenas liberdade pessoal. É também criar
empregos e melhorar a economia. É sobre curar o mundo.
Somente você pode salvar a si próprio
Há uma velha piada que é assim: dois amigos estavam andando na floresta
quando um urso apareceu de repente e foi em direção a eles.
“Você acha que podemos deixar o urso pra trás?”, um dos amigos perguntou.
Ao que seu amigo respondeu: “Não preciso fugir do urso. Eu só tenho que fugir
de você”.
Na minha opinião, isso é uma alegoria para o mundo em que vivemos hoje.
Muitas empresas fracassam e as fortes sobrevivem e emergem mais fortes.
Infelizmente, muitos dos meus colegas “baby boomers”, nascidos depois da
Segunda Guerra Mundial, não estão preparados para o futuro. Muitos têm
levado a vida muito fácil por muito tempo. Muitos estão com problemas de
saúde e sem ter um patrimônio que seja sustentável. Muitos não têm plano de
saúde, e os programas hospitalares do governo estão ficando sem recursos.
Acredito que estamos entrando em um longo e tenebroso inverno financeiro. A
boa notícia é que a primavera chegará, as flores florescerão e uma nova vida
nascerá. Eventualmente, sairemos dessa crise financeira, mas, infelizmente,
milhões de pessoas serão permanentemente deixadas para trás.
O que realmente importa é o que você fará para se salvar. Você não precisa
superar o urso, você só precisa superar aqueles que estão esperando para
serem salvos.
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